Direito Bancário
Revisão de Financiamento de Veículo
A parcela do carro ou da moto pesou no orçamento e você não sabe se os juros e as tarifas do contrato estão corretos? Nossa equipe analisa o seu financiamento, compara a taxa cobrada com a média do Banco Central e explica, com números, se existe base para a revisão.
- Carro, moto e caminhão
- Análise do contrato
- Atendimento online e presencial
- Análise técnica do contrato
- Comparação com a taxa média do Banco Central
- Defesa em busca e apreensão
- Atendimento online e presencial, com agendamento prévio

Sobre o escritório
Entenda o que você está pagando antes de decidir
Muita gente assina o financiamento na concessionária, com pressa, e só percebe depois que a parcela ficou maior do que o esperado. Juros acima da média do mercado, tarifas sem serviço correspondente e seguros incluídos sem escolha são problemas comuns nesses contratos.
Nem todo contrato tem abuso, e é por isso que a revisão começa pela análise. A nossa equipe confere cada item do contrato e da planilha de pagamentos e mostra o que pode ser questionado, o que não pode e qual caminho faz sentido para o seu caso.

O que analisamos no seu financiamento
Os pontos que mais aparecem nos contratos de veículo.
Taxa de juros
Comparação da taxa do contrato com a taxa média divulgada pelo Banco Central para o mesmo tipo de operação e a mesma época. Uma taxa muito acima da média pode ser revista na Justiça.
Tarifas e encargos
Conferência de tarifas de avaliação do bem, registro de contrato e outros encargos, que só podem ser cobrados quando o serviço foi de fato prestado e em valor razoável.
Seguro embutido
Verificação do seguro prestamista ou de outros seguros incluídos na parcela. Obrigar o consumidor a contratar com a seguradora indicada pelo banco é venda casada.
Encargos de atraso
Conferência de multa, juros de mora e comissão de permanência cobrados nas parcelas em atraso, que têm limites definidos pela lei e pelos tribunais.
Saldo devedor e quitação
Cálculo do saldo real para quitar ou renegociar o contrato, com o desconto dos juros das parcelas que ainda não venceram.
Busca e apreensão
Defesa de quem teve o veículo apreendido ou recebeu a notificação, com atenção aos prazos curtos que a lei dá para pagar ou se defender.
Quer saber se o seu contrato tem cobrança indevida?
Envie o contrato e a planilha de parcelas pelo WhatsApp e a nossa equipe faz a análise inicial.
Quero analisar meu contratoCom orientação jurídica você evita:
- Continuar pagando uma parcela que não cabe no orçamento sem saber se os juros estão corretos.
- Parar de pagar por conta própria e ficar exposto a uma busca e apreensão.
- Fechar um acordo com o banco sem conhecer o saldo devedor real.
- Cair em promessas de redução garantida da parcela, que nenhum profissional sério pode fazer.
- Perder o prazo de defesa quando o veículo já foi apreendido.
Como funciona a revisão
Envio dos documentos
Você manda o contrato, os comprovantes e o extrato ou a planilha das parcelas pelo WhatsApp.
Análise e cálculo
A equipe compara a taxa com a média do Banco Central e confere tarifas, seguros e encargos.
Parecer claro
Você recebe a explicação do que pode ser questionado e qual o caminho indicado: negociação, ação revisional ou defesa.
Condução do caso
Com a sua decisão, conduzimos a negociação ou o processo e mantemos você informado em cada etapa.
Quando a revisão de financiamento de veículo faz sentido
A revisão de contrato de financiamento de veículo serve para corrigir cobranças que não deveriam estar ali. Ela não existe para "baixar a parcela" de qualquer contrato: o banco pode cobrar juros, e a lei permite boa parte dos encargos. O que se discute são os excessos. Os pontos abaixo são os que mais aparecem na análise de contratos de carro, moto e caminhão.
Juros muito acima da média do mercado
O Superior Tribunal de Justiça já decidiu, em julgamento repetitivo, que os bancos não estão presos ao limite de 12% ao ano. Mas a taxa pode ser revista quando fica muito acima da média praticada no mercado para a mesma operação, na mesma época. Por isso, comparar a taxa do contrato com a taxa média divulgada pelo Banco Central é o primeiro passo de qualquer análise séria.
Juros sobre juros (capitalização)
A capitalização mensal de juros é permitida nos contratos bancários quando está prevista de forma clara. Para os tribunais, basta que a taxa anual informada no contrato seja maior que doze vezes a taxa mensal. Na prática, esse ponto sozinho raramente sustenta uma revisão, e é bom desconfiar de quem promete o contrário.
Tarifas cobradas no contrato
A tarifa de cadastro pode ser cobrada no início do relacionamento com o banco. As tarifas de avaliação do bem e de registro do contrato são válidas quando o serviço foi efetivamente prestado e o valor não é excessivo. Tarifas genéricas, sem serviço identificado, ou cobradas em duplicidade, podem ser questionadas.
Seguro prestamista e outros produtos embutidos
O STJ entende que o consumidor não pode ser obrigado a contratar seguro com o próprio banco ou com a seguradora indicada por ele. Quando o seguro entra na parcela sem que você tenha escolhido, e muitas vezes sem que tenha percebido, há base para pedir a exclusão e a devolução do valor.
Encargos de atraso
A multa por atraso nos contratos com consumidor é limitada a 2% da parcela, pelo Código de Defesa do Consumidor. A comissão de permanência, quando existe, não pode ser cobrada junto com juros remuneratórios, juros de mora e multa. Somar todos esses encargos na mesma parcela é uma das irregularidades mais comuns em boletos de financiamento atrasado.
Como comparar a sua taxa com a média do Banco Central
Você mesmo pode fazer uma primeira conferência antes de procurar a nossa equipe:
- Ache a taxa de juros no contrato. Procure a taxa mensal e a anual. Não confunda com o CET (Custo Efetivo Total), que soma juros, tarifas, seguros e IOF e por isso é sempre maior.
- Abra a página de taxas de juros do Banco Central. O Banco Central publica a taxa média de cada instituição por modalidade. Escolha a modalidade de aquisição de veículos para pessoa física.
- Escolha o período da assinatura. A comparação é com a taxa média do mês em que o contrato foi assinado, não com a de hoje.
- Compare. Uma taxa um pouco acima da média não é abusiva por si só. A abusividade costuma ser reconhecida quando a diferença é expressiva e o banco não tem justificativa, e isso depende do caso concreto.
Se a sua taxa estiver dentro da média, a revisão dos juros provavelmente não vale a pena, e nós vamos dizer isso. Ainda assim pode haver tarifas ou seguros a questionar.
Como funciona a ação revisional de financiamento
Na ação revisional, o pedido é para que o juiz recalcule o contrato sem as cobranças indevidas e determine a devolução do que foi pago a mais, que em algumas situações pode ser em dobro, conforme o Código de Defesa do Consumidor.
Dois cuidados são importantes. Primeiro, o Código de Processo Civil exige que a ação indique exatamente quais cobranças estão sendo contestadas e qual é o valor que não está em discussão, e esse valor deve continuar sendo pago. Segundo, o STJ tem súmula dizendo que a simples propositura da ação revisional não impede que o devedor seja considerado em atraso. Ou seja: parar de pagar porque entrou com a ação expõe você à busca e apreensão.
Busca e apreensão do veículo: o que diz a lei
No financiamento com alienação fiduciária, o veículo fica em garantia do banco até a quitação. Pelo Decreto-Lei 911/1969, se as parcelas atrasam, o banco envia uma notificação ao endereço do contrato e pode pedir a busca e apreensão na Justiça.
- Depois da apreensão, o prazo é de 5 dias para pagar a dívida pendente e recuperar o veículo. Os tribunais entendem que esse valor inclui as parcelas vencidas e as que ainda vão vencer.
- A defesa deve ser apresentada em 15 dias contados do cumprimento da liminar. Nela é possível discutir a validade da notificação e os valores cobrados.
- Se o banco vender o veículo, o valor da venda abate a dívida. Se não for suficiente, o saldo continua sendo cobrado. Se sobrar, a diferença deve ser devolvida a você.
Como os prazos são curtos, quem recebeu a notificação ou teve o veículo apreendido deve buscar orientação o quanto antes.
Renegociar, quitar ou revisar: qual caminho escolher
Nem todo caso vai para a Justiça. Dependendo do contrato e da sua situação, o caminho pode ser:
- Quitação antecipada, com o desconto proporcional dos juros das parcelas que ainda não venceram, direito garantido pelo Código de Defesa do Consumidor.
- Renegociação com o banco, de preferência sabendo antes qual é o saldo devedor correto.
- Ação revisional, quando a análise mostra cobrança indevida que justifica o processo.
- Defesa na busca e apreensão, quando o banco já entrou com a ação.
A nossa equipe atende online em todo o Brasil e presencialmente em Linhares e região, com agendamento prévio. Se o seu problema é com cartão de crédito, empréstimo ou negativação, veja também a página de direito do consumidor.
Perguntas frequentes
Dúvidas Frequentes sobre Revisão de Financiamento
O que é a revisão de financiamento de veículo?
É a análise do contrato de financiamento para identificar juros acima da média do mercado, tarifas cobradas sem o serviço correspondente, seguros embutidos sem escolha e encargos de atraso irregulares. Quando há cobrança indevida, é possível negociar com o banco ou pedir a revisão na Justiça.
Como saber se os juros do meu financiamento são abusivos?
O ponto de partida é comparar a taxa do contrato com a taxa média divulgada pelo Banco Central para financiamento de veículos na mesma época da contratação. Os tribunais costumam considerar abusiva a taxa que fica muito acima dessa média, mas a análise é feita caso a caso.
A revisão garante que a parcela vai diminuir?
Não. Nenhum resultado pode ser garantido. Se a análise mostrar cobrança indevida, a parcela ou o saldo devedor podem ser recalculados. Se o contrato estiver dentro dos parâmetros, a nossa equipe explica isso com clareza antes de qualquer ação.
Posso parar de pagar enquanto a revisão acontece?
Não é recomendado. A ação revisional, por si só, não impede que o banco cobre as parcelas nem que peça a busca e apreensão. A lei exige que o valor que não está em discussão continue sendo pago. O melhor caminho é decidir isso com orientação, depois da análise do contrato.
Estou com parcelas atrasadas. Ainda dá para revisar?
Sim, a revisão pode ser pedida com parcelas em dia ou em atraso. No atraso, o cuidado é maior, porque o banco pode pedir a busca e apreensão do veículo. Por isso vale buscar orientação o quanto antes.
Meu carro foi apreendido. O que fazer?
Depois do cumprimento da liminar, a lei dá um prazo curto para pagar a dívida pendente e recuperar o veículo, e outro prazo para apresentar defesa. Nesse momento é importante conferir se a notificação foi válida e se os valores cobrados estão corretos.
Já quitei o financiamento. Posso pedir alguma coisa?
Em alguns casos, sim. Quem já quitou o contrato pode pedir a devolução de tarifas e encargos cobrados indevidamente, respeitado o prazo legal. A análise do contrato e dos comprovantes mostra se existe valor a recuperar.
Quanto tempo demora uma ação revisional de financiamento?
Depende do caso, da comarca e de haver ou não acordo no meio do caminho. Muitos casos se resolvem antes, por negociação, depois que o banco recebe a análise do contrato. A nossa equipe explica a expectativa de prazo do seu caso na primeira conversa.
A revisão vale para financiamento de moto e de caminhão?
Sim. As mesmas regras valem para carro, moto, caminhão e outros veículos financiados com alienação fiduciária, para pessoa física e, com algumas diferenças, para empresas.
Quais documentos preciso enviar?
O contrato de financiamento, os comprovantes ou o extrato das parcelas pagas e, se houver, a notificação recebida do banco. Se você não tiver o contrato, o banco é obrigado a fornecer uma cópia.
Avaliações reais no GoogleCom base em 72 avaliações de clientes atendidos pelo escritório em Linhares e on-line, publicadas no Google, sem intermediação nossa.
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